03/04/2012

Gratidão ingrata...


A gente sempre precisa de ajuda em alguns momentos, e geralmente a encontramos em alguém próximo que nos estende a mão. E isso faz com que fiquemos agradecidos e desenvolvamos um tipo de vínculo emocional com quem nos ajudou. Não importa o que tenha sido, o nosso inconsciente parece nos fazer sentir "obrigados" com essas pessoas, e isso pode causar tantos problemas que nem tem como mensurar aqui.

O principal deles (e que me incomoda MUITO!) é o fato de algumas pessoas acharem que por terem nos auxiliado em algum momento, elas se tornam imunes e acreditam que temos que aguentar tudo vindo delas.

Devemos? É claro que não!

Todo mundo tem defeitos, todo mundo erra e ninguém está ileso de escorregar, tropeçar ou dar "mancada", magoando, ferindo ou chateando o próximo, né? Então por que piciroca determinadas pessoas insistem em impor o que são de ruim e desagradável para cima da gente, se aproveitando da nossa gratidão? O pior é que quem "tá devendo uma", alimenta esse tipo de comportamento de forma totalmente destrutiva.

Eu já me chateei bastante por suportar e engolir algumas atitudes de pessoas pelas quais eu tinha (ou tenho) muita gratidão e sinceramente hoje em dia, eu faço de tudo para que não me pegue cometendo esse gigantesco erro. Acho que o fato de alguém ter nos estendido as mãos, não dá passe livre para que façam o que quiserem com a gente, NÃO!

Eu já falei aqui antes sobre consideração e obrigação, e acho que nessas situações, é egoísmo demais achar que porque fez algo por alguém, não se pode ser criticado, repreendido ou limitado em determinadas coisas. É claro que quando a gente ajuda alguém, esperamos que no mínimo, a pessoa reconheça. Esse papo de "eu não espero nada de ninguém" é MENTIRA! Eu não conheço NINGUÉM que em algum momento tenha feito algo pelo próximo e que não tenha se sentido injustiçado em algum momento que possa ter precisado ou foi contrariado pela outra parte.

Na faculdade, uma pessoa que havia me ajudado muito mesmo em uma das piores épocas da minha vida, agiu de forma ridícula comigo N VEZES, e eu engolia, eu aceitava, eu me remoía por dentro, mas me segurava, afinal, eu estava em "débito" com ela,  e isso me fazia tão mal, mas tão mal, que chegava a sonhar que estava metralhando a pessoa de tanto falar o que queria que ela ouvisse. Até que chegou o dia em que eu botei as mãos pra frente e disse "PARE AGORA", e falei mais um monte de verdades que estavam entaladas, o que resultou em uma típica "jogada na cara" onde ainda tive que ouvir "Eu fiz isso e isso, aquilo e mais isso e você me fala isso? Como se a atitude nobre de ter me ajudado, me fizesse ser obrigada a compactuar com as infantilidades e egocentrismos, até parece! 

Falei sim, e daí?

E isso me marcou tanto, que foi nesse dia que eu decidi mudar e me esforçar para que isso não acontecesse mais, o que é difícil demais de administrar, mas eu hoje consigo me afastar sem pena ou remorso algum de gente que não admite ser apontada em momento algum e ainda exige o nosso máximo baseada em uma ocorrência (ou várias) de apoio. Nessa mesma época, me libertei de várias outras correntes que me prendiam em algumas pessoas com o mesmo comportamento, e me senti MUITO MELHOR. Tem muita gente apegada em amizade, namoro, casamento, trabalho e diversos tipos de relação, simplesmente por ser agradecido por algum momento x ou y. Não dá!

Isso é muito tóxico, faz mal pro coração, pra cabeça e pra vida! E por mais difícil que seja, eu não vou parar de fazer o possível para que deixem de me atingir ou que o sentimento de culpa me tome, só porque eu sou grata. 

A gratidão às vezes pode ser muito ingrata, e é conosco mesmo. Isso é justo?

Ninguém é obrigado a aguentar algo que faça mal. Certo? ;)


Em tempo: Em algum momento, eu já devo ter agido (E COM CERTEZA, AGI!) exatamente da forma que critiquei aqui, mas posso dizer que ter a consciência de que não é legal, me faz equilibrar melhor as coisas e por mais virginiano que seja não aceitar bem as críticas, eu tento as ouvir e refletir a respeito. É válido, faz bem e fortalece as coisas que realmente devem ser.

28/03/2012

O ruim não deveria ser bom!


"As pessoas têm muito medo de pensar que as coisas podem mudar. O mundo não é feito somente de merda. Mas, é difícil pra quem se acostumou com as coisas como elas são, mesmo quando elas são ruins. É difícil mudar, então, as pessoas desistem. Quando isso acontece, todo mundo sai perdendo". (A Corrente do Bem)

Parece óbvio ao ler o título, mas é muito mais difícil quando se trata de entender e praticar no dia a dia.

Nós passamos por tantas coisas que marcam as nossas vidas de forma negativa, que em determinado momento, parece que nos acostumamos com elas e achamos impossível mudá-las, e não deveria ser assim.

Tendo em vista que tudo que acontece com a gente é bagagem, mesmo que leve um tempo para entendermos o  porquê certas coisas aconteceram, mudar não deveria ser algo tão doloroso, mas é. 

E dói pra caramba!

Eu mesma me pego tendo esse comportamento e não consigo entender o que nos leva a aceitar que coisas negativas façam parte das nossas vidas sem ao menos fazer algo para tentar mudá-las, e isso faz muito mal. 

Eu canso de ver pessoas estagnadas em seus empregos, relacionamentos (sejam eles amorosos ou de amizade), e em diversas situações que parecem se repetir continuamente de forma negativa independente de onde  aconteçam, pelo simples medo de tentar fazer algo de diferente ou por não acreditarem serem merecedoras de algo melhor.

Quando eu percebo que estou fazendo isso, certa angústia toma conta de mim, porque como acontece com todo mundo, as nossas experiências e vivências nos fazem moldar o comportamento de forma que fique mais confortável, e eu não consigo mesmo entender o lado positivo disso, embora seja totalmente trabalhoso pensar em mudanças.

Acho que o que acontece, é que nós acabamos por nos colocar em um lugar bem abaixo de onde merecemos e deveríamos estar, deixamos que de certa forma a insegurança e o medo de não sermos aceitos nos impeçam de enxergar que uma melhora é possível e que sim, as coisas podem dar certo!

É desesperador pensar em acordar no dia seguinte e não perceber aquela mesma sequencia de coisas e acontecimentos que já estamos acostumados, mas, quem consegue parar para pensar em quão destrutivas elas são para nós e para quem convive ao nosso redor?

Quando a gente se prende em uma situação que está ruim e não consegue mudar por comodismo, tudo ao redor se prejudica. O filme "A Corrente do Bem", me faz chorar toda vez que o assisto justamente por pegar nesse ponto de que as coisas podem mudar, basta querer (ou tentar!). A cena final é tão linda e tão marcante, que eu nunca me esqueço das palavras ditas pelo garoto que acabara de perder a sua vida, em nome de acreditar em algo que faria a diferença em sua própria vida e na das pessoas ao seu redor.

A ideia é essa! Quando nós mudamos, tudo muda!

Eu conheço um monte de gente que se sente infeliz, azarada, frustrada, deprimida e angustiada que vive todos os dias a se perguntar o porquê de algumas coisas. E de forma errada, optam por não buscarem uma mudança ou se sentem presas e amordaçadas pelo medo do novo, do além, daquilo que está do outro lado do muro.

É casal que não se separa mesmo não sendo mais feliz, é profissional talentoso que não muda de emprego e abaixa a cabeça para o chefe, é amigo(a) que engole sapo, é gente que se deixa ser rebaixada...etc.

Po***! Se algo é ruim para nós e para a vida, por que devemos aceitá-las? As pessoas se vitimizam e param na zona de conforto que não vai causar choques drásticos e por isso, acabam vivendo sempre em um “círculo vicioso do mal” que causa sofrimento, causa dor.

Eu às vezes sofro muito por não entender o que me faz ser apegada em coisas que não me fazem bem e não me permitem viver a vida de forma mais leve, e fico pessoalmente sentida. Todo mundo tem o direito de ser feliz e de acreditar que merece o melhor, porque sim, nós merecemos. As coisas podem sim, dar certo!

Eu me acostumei com tantos padrões negativos repetidos e com tantas coisas que não me fazem bem, que parece ser "normal" ter aquilo como parte de mim.

Mas  não é!

Não existe motivo ou razão para aceitar a infelicidade e permitir que pessoas ou situações nos façam sentir sempre diminuídos, perdedores, enganados, derrotados, azarados, infelizes, perseguidos e uma série de outras coisas que nos derrubam e deixam sem chão.

Muitas vezes, o problema está na gente, ao deixarmos que as coisas nos atinjam e desistindo de nós mesmos, da vida e da felicidade. Acabamos perdendo muitas coisas boas ao não  entendermos que não somos menos que ninguém para aceitarmos o ruim como algo bom.

A felicidade pode estar em detalhes tão pequenos, em pessoas tão especiais e inusitadas, em situações tão diferentes das que estamos habituadas que basta abrirmos os olhos e percebemos o que queremos. E que seja o melhor!

(Escrever foi fácil, quero ver praticar!)

27/03/2012

O que realmente somos...


Deu vontade de voltar, não sei por quanto tempo, mas deu. Nesses meses em que estive ausente, me surpreendi por ver que muita gente ainda acessa e comenta por aqui, já que sou só alguém que gosta de escrever o que pensa.

Os últimos tempos da minha vida me fizeram pensar e refletir a respeito de muita coisa, mas muita mesmo! Algumas me deram coceira de vir aqui e traduzir os pensamentos em palavras, mas desisti. Em algumas horas, o melhor a se fazer é ficar quieto e quem sabe, discutir ideias e opiniões com pessoas receptivas.

Uma coisa que tem me vindo muito à cabeça, é como a imagem que passamos pode ser oposta aquilo que somos, e isso pode causar muitos problemas e desentendimentos, e de quebra, talvez um pouco de sofrimento.

Todo ser humano usa algum tipo de escudo para se defender de coisas que acredita que possam machucar ou causar algum tipo de incômodo, e eu não sou diferente. O que me faz pensar muito é o fato do porque fazemos isso, e eu entro em parafuso ao chegar a algumas conclusões.

Já falei várias vezes aqui sobre máscaras, muletas, traumas e defesas pessoais típicas de todo ser humano, apesar de não ser nenhuma especialista em comportamento humano, costumo usar meus exemplos e os próximos como forma de reflexão. E o medo mais uma vez, apareceu latente nas respostas que encontrei.

Sempre ele, aparecendo nas horas mais incertas ao ligar o nosso radar e detectar algum perigo que se assemelhe a algo que já passou, mas deixou marcas. É comum demais as pessoas fazerem de tudo para evitar a dor e o sofrimento, principalmente quando já passou por coisas ruins, mas como isso é pessoal e intransferível e cada um dá o peso que acha conveniente para seus problemas...é difícil mensurar.

O fato é que acabamos por nos transformar mesmo que inconscientemente em imagens distorcidas de nós mesmos e sem perceber, acabamos por agir de formas que passam uma imagem totalmente diferente da real.

Vira e mexe, não "vamos com a cara" de alguém, por julgá-la isso ou aquilo sem conhecer e quando surge alguma oportunidade, vemos com os próprios olhos, que nada tem a ver com aquilo que parecia ser ou diziam. Ou alguém não vai com a nossa "fuça" por achar que somos qualquer coisa x ou por ter ouvido algo de alguém que não seja tão positivo.

Doido, né? Mas todo mundo faz isso, e eu também. E quando eu me pego percebendo esse tipo de comportamento em mim, reparo ao redor e vejo como somos frágeis a ponto de nos mostrarmos fortes, felizes, inatingíveis, sérios, ou o que quer que seja, quando estamos com medo e calejados.

Acho que cabe a cada um analisar até que ponto esse tipo de defesa é válida, pois eu percebi que isso nos faz perder oportunidades muito boas em todos os sentidos, às vezes, tudo o que precisamos fazer é "baixarmos a guarda" e nos permitirmos. Sermos mais nós mesmos e menos personagens que criamos na intenção de não sermos atingidos, é muito complicado se libertar de determinadas coisas, mas quando se tenta e se vê algum tipo de resultado positivo, é muito gratificante.

Eu tenho feito isso e apesar de ser muito difícil, posso dizer que simplesmente existem pessoas que NÃO QUEREM enxergar QUEM SOMOS e o QUE SÃO, e aquelas que conseguem olhar de forma mais verdadeira e captam ou mostram isso, sem ser preciso falar ou fazer muita coisa.

Não devemos ter vergonha de nada daquilo que faz parte de nós, tendo a consciência das falhas que podem ser melhoradas ou corrigidas, não há motivos para não gostar de ser você mesmo ou ter medo do que isso possa trazer, a vida é muito surpreendente e as pessoas também!

Um texto bem confuso, mas tudo bem! Eu tenho gostado de perceber algumas coisas...outras ainda chego lá! :)

02/01/2012

Feliz ano novo! \o/

Que 2012 seja maravilhoso para todos vocês, que continuam acompanhando por aqui mesmo sem eu estar atualizando! Já, já eu volto! :)

26/10/2011

Mais rock do bem!

Já que o tempo anda escasso e a preguiça muito monstra, não custa nada divulgar um evento bacana que vai acontecer em Campinas domingo que vem! Compareçam! :)




‘Rock Pela Vida IV’ acontece no Woodstock Music Bar em prol da ONG Hospitalhaços
Evento terá a apresentação de quatro bandas e verba revertida integralmente para a instituição

Outubro de 2011 – Acontece no próximo dia 30 de outubro, domingo, no Woodstock Music Bar, a quarta edição do festival ‘Rock Pela Vida, idealizado pelo músico campineiro Marcelo Diniz, e que, unindo música e solidariedade, terá 100% da verba arrecada com a bilheteria revertida para a ONG Hospitalhaços.


O evento contará com as apresentações do power trio de surf music autoral ‘Footstep’, e também da banda de rock ‘Kretynos’, que possui composições próprias que passam por várias vertentes do estilo. Para completar a tarde de domingo, a banda ‘Gotcha’, que com seu repertório baseado nos maiores hits dos anos 80 internacional, fará o público presente dançar juntamente com a apresentação da banda de vintage rockOld Chevy Rockabilly e seu set list dançante, que passa por grandes sucessos do estilo e também trilhas de filmes da época.


Marcelo Diniz, tecladista reconhecido por seu trabalho autoral e em outras bandas locais, conta que a iniciativa surgiu com o intuito de valorizar o cenário musical da região e ajudar a quem precisa. “Já conseguimos arrecadações para casa da sopa e para a associação dos amigos dos animais nas outras edições, agora, é a vez de ajudar esta ONG, que faz um trabalho muito bonito, digno e especial com crianças nos hospitais. Eles estão precisando de recursos urgentemente”, diz.

A entrada custará R$ 7 e o início será às 17h. A prestação de contas será feita após a contabilização dos valores arrecadados.

Serviço:

Evento: ‘IV Rock Pela Vida’
Data: 30/11/2011
Horário: 17h
Entrada: R$ 7
Local: Woodstock Music Bar
Endereço:
Rua Erasmo Braga, 06 - Bonfim– Campinas – SP.
Telefone:  
(19) 3243-5297
Site:
http://www.woodstockmusicbar.com

Rock Pela Vida

Criado em julho de 2010 por inciativa do músico campineiro Marcelo Diniz, o festival ‘Rock Pela Vida’ tem como objetivo unir música e solidariedade em eventos organizados para valorizar o cenário musical regional e, ao mesmo tempo, ter a verba arrecadada revertida de forma integral para causas socioambientais selecionadas. O ‘Rock Pela Vida’ cede espaço para as bandas autorais e covers divulgarem o seu trabalho onde em um mesmo local, é possível perceber que o rock´n roll não é tão rebelde quanto parece.

Site: www.rockpelavida.com.br
Página no Facebook: www.facebook.com/rockpelavida

Hospitalhaços

A Associação Hospitalhaços é resultado de um trabalho solidário e voluntário que nasceu em Abril de 1999 na cidade de Campinas (SP) por Walkiria Camelo. Entre pacientes, acompanhantes e equipe da área de saúde, mais de 456.000 pessoas são beneficiadas anualmente por este projeto, nos 11 hospitais onde o trabalho é desenvolvido. O objetivo da ONG é promover a humanização hospitalar, desenvolvendo atividades lúdicas realizadas pela figura do palhaço, implantando e administrando brinquedotecas nas unidades pediátricas e oferecer oficinas de artes plásticas para pacientes e acompanhantes. São desenvolvidas também atividades culturais destinadas a comunidades carentes, tais como: implantação, manutenção e administração de bibliotecas, produção de espetáculos teatrais e musicais, desenvolvimento de oficinas de artes plásticas e contação de histórias.

Endereço: Av. Governador Pedro de Toledo, 507 – Bonfim – Campinas-SP.
Telefone: (19) 3237-2603 

Aproveito pra agradecer os mais de 7 mil acessos por aqui! (para um blog "x" de uma pessoa "y", tá mais que bom! \o/),

13/10/2011

Heróis Virtuais


Alguns fatos ocorridos no Facebook durante a semana passada me fizeram mais uma vez, pensar e querer escrever aqui o que penso a respeito. Eu já comentei aqui, sobre como acho as redes sociais bacanas e ricas, acho incrível a capacidade de compartilhamento e velocidade com que isso é feito, mas, como sempre, eu tenho ressalvas.

Uma série de correntes e campanhas são postadas diariamente, e em questão de minutos, se alastram por toda a rede, para onde se olha, estão as tais, e tem algumas, que sinceramente, não sei quem perde tempo criando.  

Como tivemos o dia das crianças, alguém, que muito provavelmente estava sem ter o que fazer, resolveu incentivar as pessoas a trocarem as fotos dos perfis pela de algum desenho animado ou algo que remetesse à infância, como forma de "protesto contra a pedofilia e a violência infantil". Como muita gente deve ter percebido, em questão de poucas horas, quase todo mundo estava trocando a foto e compartilhando a tal mensagem "salvadora da pátria". 

A não muito tempo atrás, uma brincadeira começou via mensagens inbox, onde as mulheres deveriam postar a numeração do seu sapato no mural em forma de polegadas, como "forma de conscientização e combate ao câncer de mama". O que mais me deixou surpresa, é que a mensagem não tinha sequer uma palavra que remetesse à doença ou a prevenção da mesma. Isso sem contar, a quantidade de fotos de animais dilacerados, sangrando e em estado lastimável, que bombardeiam as timelines por aí.

Eu acho isso tudo patético, e posso explicar o porquê.

Primeiro de tudo, eu NUNCA vi efetivamente o resultado de nenhuma dessas baboseiras que ficam repassando, se alguém tem conhecimento, me informe. Eu preciso saber disso! Segundo, os assuntos abordados, são extremamente delicados e envolvem questões realmente sérias, para alguém acreditar que simplesmente uma mudança de foto ou uma numeração de sapato vai ajudar em alguma coisa. Causas como essas, requerem muita atenção e um trabalho contínuo para que possam ser prevenidas ou combatidas. Terceiro, a maioria das fotos postadas de bichinhos machucados não tem procedência reconhecida e muitas delas, eu via sendo repassadas na época em que o FOTOLOG surgiu, ou seja, não fazem mais o menor sentido.

Acredito que, se alguém quer ajudar de alguma forma, que se criem correntes com informações pertinentes ao assunto e de conteúdo esclarecedor. Informar onde se pode procurar ajuda e orientação a respeito do câncer de mama, ninguém posta! Orientar pais e familiares de como proceder para evitar que os filhos sejam vítimas de pedofilia ou de como denunciar casos de agressão infantil, eu nunca vi. Postar fotos de bichinhos machucados, por simplesmente postar, para mim é sadismo. Ajudar a localizar animais perdidos ou a serem adotados, é uma coisa, campanhas em prol de "causas animais" que utilizam imagens chocantes, é outra. Isso serve para quê? Qual a veracidade, de que épocas são? Foram realmente casos de maus-tratos ou uma briga com outros animais? Não é mais fácil, botar a mão na massa e ir ajudar casos reais em tantas instituições que existem? Que seja fazendo doações, mas que de fato, seja feito algo mais que simplesmente apertar um botão.

Aí cheguei ao ponto: o ser humano gosta de se sentir útil e a tecnologia está criando uma geração de "heróis", que sentados em seus sofás, portando seus notebooks ou smartphones em mãos, têm a certeza de que vão salvar o mundo e de que estão fazendo a “sua parte” por simplesmente, executarem um “control c  + control v”.

Fala sério! A internet serve para facilitar e estreitar os canais de comunicação, mas, se alguém aqui acredita que isso vai ajudar a mudar o mundo, desculpe, eu não acho! Acho que existem diversas formas de se ajudar e levantar uma bandeira ou questões delicadas, o problema é que a maioria ignora isso e acredita que só existam alguns meios. E assim, optam pela primeira campanha que aparece pela frente e nem se dão conta de que, na verdade, não estão fazendo nada mais que tranquilizar as próprias consciências diante do fato de não fazerem efetivamente, coisa alguma.

Tenho amigos(as) ativistas de diversas causas e os admiro, os vejo realmente em campo, realizando ações de todos os tipos, conheço outros, que como eu, se utilizam de suas profissões de forma voluntária para ajudar alguém ou alguma causa; existem até alguns casos de pessoas que, pela internet mesmo, propagam ideias e colaboram efetivamente para que determinadas situações se tornem de conhecimento público e quem sabe assim, consegue-se algum resultado concreto.

O lance não é só pegar criancinhas ou gatinhos no colo, tampouco organizar marchas que terminam em confusão na maioria dos casos e não dão em nada; é parar para pensar em como se pode ajudar e realmente fazer algo a respeito. Que seja vender as pizzas da paróquia, ensinar um idoso a mexer no pc, ligar para uma instituição especializada em resgate animal, intermediar uma adoção ou entregar um moletom para o mendigo da rua, são tantas coisas, gente!

Eu particularmente acho mais legal assumir que não faz nada e nem tem vontade de fazer, que pregar estar fazendo algo só pra sair “bonito na foto”, e na verdade, não estar.

E teve a história que eu achei legal e me chamou atenção, foi a da localização de um senhor através do compartilhamento pelo Facebook . Pela primeira vez, eu pensei comigo mesma "ah, agora sim, fizeram algo que preste". Se mais pessoas perdessem um pouco do seu tempo com coisas reais e fizessem metade do que mostram ou acham que estão fazendo, o mundo teria bem menos problemas, não é? Não precisa provar nada para ninguém, desde que se faça, mas a ânsia de reconhecimento acaba fazendo com que a maioria, fique mais fissurada em mostrar do que em realmente fazer.

Uma grande diferença, não?

Ah! Eu adorei ver os ícones da minha infância e adolescência nos perfis, mas como forma de nostalgia, e não como "protesto" algum. E as piadinhas que surgiram depois sobre “fotos sem blusa”, eu encarei como ironia e sátira ao “super-heroísmo” instalado na internet. Já que brincam tanto, por que não, né? ;D


28/09/2011

O preço de cada um


Eu já participei de inúuuumeras conversas e discussões a respeito desse assunto, e embora na maioria das vezes as opiniões sejam extremamente opostas, acredito que seja válido escrever a respeito.

Cada pessoa tem as suas convicções e valores, e acredita ser fiel aos seus pensamentos, defende suas ideias e vive de acordo com aquilo que acha melhor para si. 

Isso tem preço? Depende.

 E é nessa questão, que eu já perdi milhares de minutos pensando...

Até que ponto cada um é capaz de abrir mão daquilo que tem como correto em troca de algo? Dinheiro, bens, uma oportunidade melhor de trabalho, enfim, são muitas as possibilidades. A meu ver, existem coisas que nada no mundo paga: ética, princípios, valores, educação... Nada disso tem preço pra mim, mas, algumas pessoas parecem pensar diferente, e chegam a cogitar possibilidades ou tomam atitudes que vão contra tudo aquilo em que acreditaram por toda uma vida.

Vale a pena? Não sei!

Só sei que, nesse último final de semana, eu estava no Rio de Janeiro acompanhando o Rock in Rio, e um dos seguranças que estava em um dos acessos de entrada, me chamou muita atenção. Presenciei propostas de (altas) quantias em dinheiro para que ele permitisse a passagem de algumas pessoas para dentro da cidade do rock, e o mesmo se manteve irredutível a todas elas.

Sinceramente, como eu frequento muitos shows, eu confesso que  já pensei em oferecer uma grana para os caras na intenção de conseguir um lugar melhor, um acesso a uma área privilegiada, mas, nunca tive coragem de concretizar isso. Talvez, eu tenha perdido boas chances, mas não é nada que fosse mudar a minha vida, talvez só me deixasse mais feliz. E mesmo que fosse, para algumas coisas, realmente não existe dinheiro no mundo que vá me fazer mudar de ideia.

Como sou (muito) curiosa, me aproximei dele e puxei assunto, claro que ele deve ter pensado que eu seria mais uma a  encher o saco (e quem sabe os olhos) dele. Mas não, eu só queria saber o que o motivava a ter tal postura, sendo que já tinha visto outros seguranças fazendo isso e aparentemente ali, praticamente não havia uma forma de ser descoberto. Ledo engano, na primeira tentativa de invasão, eu vi seguranças e policiais brotaram sei lá de onde, e que retiraram os “espertinhos” em questão de segundos, e olha que teve um que sumiu na muvuca!

Voltando, ele me respondeu que tem um bom emprego em uma empresa multinacional de transporte de valores com ótimos benefícios necessários para manter o filho de 11 anos, além de ter suas coisas conseguidas de forma honesta e ter aprendido que algumas coisas não possuem preço. Disse estar ali devido a uma parceria da empresa com o evento e apesar de saber que poderia ter ido pra casa com pelo menos R$ 4.000,00 por noite, nada pagaria por isso caso ele fosse pego. Por trabalhar com bens valiosos, a credibilidade é uma das coisas mais importantes que ele possui, e que perdendo isso, muitas portas se fechariam para sempre.

E eu achei legal demais! É mais ou menos assim que eu penso, já cogitei hipóteses absurdas com amigos e colegas e concluí que em algumas delas, realmente não haveria valor nenhum que pagasse por aquilo. Sou a favor das conquistas honestas, onde exista um tanto de esforço e dedicação, por mais que elas demorem. Aprendi que tudo que vem fácil, vai fácil. Não sei dizer quais coisas me fariam repensar e nem se elas existem de fato, mas, posso afirmar que, se um dia isso acontecesse - o que eu acho difícil - com muita certeza não seria nada que me fizesse sentir mal, oposta aos meus valores ou prejudicasse alguém.

Eu o parabenizei, e disse que é de mais pessoas assim que o mundo precisa! Já fui exposta a algumas situações do tipo e me mantive fiel ao que penso, e não me arrependo, a sensação é excelente!

É muito fácil falar que toparia sei lá quantos (mil/milhões) de reais em troca de "sei lá o quê",  quero ver na hora em que de fato, acontecer, se as coisas seriam assim mesmo. Eu pelo menos, garanto a minha posição! 

E não que tenha gente que não vá fazer o contrário também, afinal, cada um sabe de si e o quanto (não) pesa a sua consciência!

Você tem preço?

(Clodoaldo, obrigada por mais essa lição da vida real!)


07/09/2011

O feriado mais hipócrita da cidade


A correria me faz deixar de escrever às vezes, e a preguiça também, já que escrevo o tempo todo e isso chega a cansar, mas eu volto! Sequer tinha visto as mudanças no lay-out do Blogger, acho que gostei! :)

Hoje, é um daqueles dias em que eu já acordo irritada, há alguns anos, o desfile da independência não me deixa dormir nos feriados de 7 de setembro! Apesar de ter achado bem legal ouvir a fanfarra tocar 'Bad Romance', da Lady Gaga, não existe nada mais enervante que escutar as batucadas e "fom-fons" acompanhados de palmas e gritos, bem em frente à janela da sua casa.

Acho uma festa bonita, como já escrevi por aqui tem um tempão, admiro a dedicação e o preparo dos envolvidos em ensaiar as músicas, coreografias e tudo mais, mas isso não me faz acreditar que hoje em dia, existam motivos para se comemorar essa data. Vi nas ruas pessoas celebrando e cantando, como se morassem em um país, e aproximando um pouco mais, em uma cidade exemplar.

Fomos assolados recentemente por uma preocupante e vergonhosa crise política, fruto da falta de informação e do excesso de fé típicos do povo brasileiro, onde os escolhidos pela maioria, não honraram com suas promessas e com o compromisso de trabalhar em prol de melhorias que beneficiassem a todos. Escândalos e mais escândalos, roubalheiras, falta de remédios, filas em hospitais, falta de pagamentos de salários, enfim, uma série de condutas inadequadas que prejudicaram "aqueles que mais precisam", diferente do jingle hipócrita criado pela equipe de marqueteiros do ex-prefeito.

O que mais me surpreendeu, foi que, assim que as fanfarras pararam de passar, a rua foi tomada por um trio elétrico, onde se iniciaram os discursos piegas e sem sentido algum, vindos de alguns pseudo-representantes populares do "grito dos excluídos". Estão falando de crianças, animais, gays, mulheres,  saúde pública, mendigos, desempregados e tocando canções no violão como se grande parte das (poucas) pessoas que ali estão não tivesse responsabilidade em ter elegido alguns dos que colaboram para o atual e vergonhoso cenário.

Pura politicagem, recheada do disparo de frases com alto teor de pieguice, com o único objetivo de já garantir possíveis  futuros votos. Eu acho isso extremamente oportunista e inadequado, não que eu ache que não se deva lutar por um mundo melhor ou protestar contra as coisas erradas, mas se for pra fazer, que seja de forma menos hipócrita. É óbvio que aqueles que estão em cima do carro falando, não estão de fato, preocupados com o todo, e aqueles que no chão estão, possuem motivos de sobra para estarem descrentes e darem crédito às palavras milimetricamente pensadas para atingir o "calo" da população.

É isso que me faz acreditar que hoje em dia, comemorar essa data, virou jogo de interesse, politicagem e manipulação mental. Existem N formas de se fazer algo para melhorar as coisas,  e a meu ver, não é assim que algo vá mudar.

Minha humilde opinião, como sempre.

23/08/2011

Causas parciais


Pra variar, conversas longas rendem muitas discussões que considero bacanas pra caramba! Estava eu conversando com uma amiga a respeito das pessoas que abraçam apenas uma parte de causas, tornando algumas atitudes meio hipócritas e sem lógica alguma.

Vejo muitas pessoas erguendo a bandeira da causa animal, compartilham imagens de cães s e gatos para adoção, contribuem com entidades, participam de eventos, sempre escrevem textos revoltados e exaltados em relação aos maus-tratos aos bichinhos e se mostram verdadeiros ativistas. Até aí, acho bacana que cada um se identifique e defenda o que bem entender.

Nesta última semana, tivemos o "escândalo" envolvendo a marca Zara, que através da empresa terceirizada no país para administrar linha de produção, utilizava mão de obra em condições de semiescravidão. Vi inúmeros protestos pela internet e ouvi tantos outros, de pessoas que em outrora, consumiram as roupas da marca e consomem de inúmeras outras, das quais não se faz a mínima ideia de como são produzidas.

Conheço pessoas que possuem discursos na ponta da língua contra o capitalismo, o sistema e a forma com que a humanidade está preocupada em ser e ter cada vez mais, e as mesmas, utilizam e consomem alguns dos "símbolos" dessa "sociedade escrota onde vivemos".

Aí que está, sou totalmente a favor das pessoas possuírem suas ideologias e exercerem o seu pensamento crítico a respeito de tudo que acontece conosco e ao nosso redor. Acho muito legal debater, propagar ideias e tudo mais, considero isso necessário nas relações humanas e costumo praticar isso diariamente. 

Só que eu não consigo entender como existem pessoas jurando por deus que abraçam causas e as defendem com unhas e dentes, sendo que consideram somente uma parte do todo. Qual a lógica?

Por que só defender cachorros e gatos? E as cobras e jacarés que viram bolsas, carteiras e cintos? E os pássaros selvagens contrabandeados em condições precárias? E as baleias, tartarugas e aranhas? Esses dias, eu ouvi que cachorrinhos e gatinhos são "fofinhos", que por isso é mais fácil defender. Ok, concordo, são fofos mesmo e lindos, mas existem diversas espécies que também são e outros que possuem a aparência assustadora ou são peçonhentos, predadores e tudo mais. Mas e aí, eles deixam de fazer parte da fauna por não serem "domésticos" e "cuti-cuti"?

As pessoas que crucificaram a Zara vão deixar de comprar lá? Se sim, por quanto tempo? Será que tudo que elas usam é fabricado de forma correta e respeitando as leis trabalhistas? Não estou aqui defendendo o trabalho escravo em pleno século XXI, acho que as empresas pegas em esquemas como esse, devam pagar caro e cumprir com as suas obrigações, sim! Mas é coerente apontar o dedo em uma direção apenas? E o tênis que está nos pés, o celular "xing ling", a paleta "super foda" de maquiagem e o vestido "incrível", foram fabricados como, todos sabem? 

Quem fala que odeia o capitalismo, deveria se mudar para o meio do mato, andar nu e viver de subsistência,  não ter carro, não usar all star, não comer no Mc Donald´s e tampouco, ter aparelho celular ou comprar produtos manufaturados. É a minha visão diante de alguns comportamentos que tenho conhecimento e presencio.

Sou a favor da coerência na defesa daquilo que temos como valores pessoais. Assumir que se é contra algo, mas admitir que de certa forma, não é possível ter um controle absoluto a respeito, é válido; apontar prós e contras e assim,  tentar viver de forma equilibrada entre aquilo que se acredita e o que de fato é possível, também. Agora, agir de forma totalmente controversa ao que se prega, não rola, pelo menos, para mim.

A mesma coisa com os animais, até onde eu saiba, não existem só "cats e dogs super cutes tchu tchu tchu" no planeta, a diversidade de espécies é infinita e acho que todos eles merecem ser respeitados, bem tratados e tudo mais, independente de seu habitat, até porque, eles possuem instintos e todos sabem bem que hora ou outra, conseguem se virar "sozinhos". E aqui, nem vou falar de pessoas que "preferem bichos a pessoas", porque isso é assunto para um post especial, que eu farei questão de escrever quando tiver vontade (e já aviso que não concordo!).

Como eu disse hoje para um colega, se for para defender algo, que se defenda a vida, no caso, os animais e também os humanos, que independente das causas que os levaram a acabar em situações lastimáveis de trabalho, também estavam sofrendo e não devem entrar no “molho” generalizado de que todos humanos são “podres” e não merecem ajuda.

Ouço muito isso. E não concordo, simples assim!

15/08/2011

Pobre língua...


Sinçeramente, fazem muintos anos que eu gostaria de diser que as pessoa deveria ter mais respeito com o noço indioma, que diariamente é maçacrado e axincalhado pela repetissão de erros ortográfico, gramaticais e de concordanssia abisurdos! É muinto massante e iritante ler coisas escritas de forma errada, não acho que seje pecado escrever assim, mas um poco mais de atenssão e cuidado não faz mau para ninguém! Ouveram várias histórias de poblemas jerados por isso.

Se você sentiu enjoo e teve vontade de pular do décimo andar ao ler a introdução acima, fique tranquilo, é normal! E infelizmente, ela contém muitos dos erros mais cometidos pelas pessoas ao escrever e falar. Se você leu e não achou nada demais, por favor, pegue o dicionário mais próximo!

Não sou nenhuma sabichona e não nasci com as regras decoradas na cabeça (e não tenho todas!), mas me deixa extremamente indignada algumas coisas que leio diariamente. Eu não sei dizer se é preguiça, falta de interesse, comodismo ou ignorância mesmo, mas que existe uma quantidade de pessoas que escrevem e falam errado em ascensão, existe!

Eu “passo mal” quando dou de cara com frases que parecem ter sido escritas por crianças em fase de alfabetização (e olha que hoje em dia, muitas delas dão um baile em muita gente crescidinha já!). É uma confusão tão grande, que torna algumas palavras ininteligíveis e outras até são criadas, tamanha a falta de atenção que as pessoas costumam ter.

A internet facilitou muito esse processo de esquecimento do "português correto", as abreviações e o "internetês" possibilitaram uma forma de escrita mais informal, que foi "criada" para facilitar a comunicação na era digital. Eu não condeno, aceito a grande maioria e até chego a usá-las, o que não dá, é viver assassinando as frases e palavras por esquecer a forma correta de grafá-las.

Eu não me conformo ao ver pessoas que frequentaram a escola, e que em sua grande maioria,  cursaram faculdades e pós-graduações, cometendo uns erros absurdos que fazem doer o fígado, isso para mim, é inaceitável. Sei que cada um tem facilidade e aptidão com áreas diferentes (sou uma negação em exatas!), mas existem tantas formas de se verificar um texto, né?

Então, a meu ver, NADA justifica!

Ficou na dúvida? Pegue um dicionário! Não tem dicionário? Acesse uma versão on-line, existem várias opções! Não teve como? Pega o raio do corretor ortográfico do Word (que às vezes, erra mais feio que pessoas) e revise seu texto! Não quer nada disso? Pergunte para alguém que tenha mais conhecimento que você! Posso garantir que isso não mata ninguém e evita uma série de saias justas por aí, inclusive, a de passar vergonha!

Se eu fosse dona de empresa, eu jamais contrataria para determinados cargos, uma pessoa que não sabe escrever e falar corretamente, seria inviável um gerente, um supervisor ou um executivo que pudessem me fazer passar vergonha diante dos meus clientes. Eu só dou um desconto de verdade, para pessoas que realmente não tiveram oportunidade de estudar ou que sejam verdadeiramente humildes, de resto, eu acho que não se faz mais que a obrigação saber como escrever e falar!

É radical? Pode ser, mas é o que penso. E sei que muita gente pensa como eu, converso sempre com as pessoas sobre isso e posso afirmar que é quase uma unanimidade!

Desde pequena tenho muita afinidade com o português e sempre me interessei em ler, pesquisar e praticar a escrita. Vivo com a agenda cheia de anotações, sempre que vejo uma palavra cuja eu desconheça o significado, vou pesquisar. Se tenho dúvida, corro atrás de descobrir. Ah! A insuportável mania de ficar corrigindo as pessoas está em frase de recuperação (amém!), até porque, não sou perfeita, nem nunca serei, mas me esforço o quanto posso para não cometer erros que considero primários.

Então, por gentileza pessoas, tenham mais cuidado e atenção ao falar e redigir, ok? Perdoam-se casos de preguiça para acentuar, abreviações inteligíveis, licenças poéticas, conversas informais, distrações, modificações geradas por sotaques regionais e só!

Logo menos, a nova ortografia será padrão adotada no país e quero só ver como é que vão fazer se mal sabem a atual! E ainda querem aprender um segundo idioma, sem nem saberem o nativo!

Em tempo, a introdução escrita da maneira correta:

SinCeramente, faZ mUITos anos que eu gostaria de diZer que as pessoaS deveriaM ter mais respeito com o noSSo idioma, que diariamente é maSSacrado e aCHincalhado pela repetiÇão de erros ortográficoS, gramaticais e de concordânCia aBsurdos! É muUITo maÇante e iRRitante ler coisas escritas de forma errada. Não acho que sejA pecado escrever assim, mas um poUco mais de atenÇão e cuidado não fazEM maL para ninguém! Já HouVE várias histórias de pRoblemas Gerados por isso!

Espero que a grande maioria que possa ter lido isso, não tenha se surpreendido tanto. E caso tenha, use isso para se aperfeiçoar e tentar não errar mais, pelo menos, nessas palavras. Saber tudo é impossível, mas qualquer melhora é sempre bem recebida, né?

09/08/2011

Orgulho sem causa

 
E dentre os assuntos mais comentados nos últimos dias, acredito que a aprovação do projeto de lei que tornou oficial o "dia do orgulho heterossexual" no estado de SP, tenha sido um deles. Muito já se leu e se falou a respeito, e diante de tantos pontos de vista, decidi dar o meu!

Particularmente, eu achei imensamente infantil a atitude de se perder o tempo que poderia ser dispensado em coisas mais interessantes para a população que uma disputa de ego e poder, típica dos seres humanos, que nesse caso, são “machos pra caramba” e querem tornar público, o seu “orgulho”.

Historicamente, desde que a humanidade existe, alguns grupos são naturalmente excluídos e sofrem preconceito, discriminação e de certa forma, "pagam o preço" por serem considerados diferentes,  isso geraria uma longa discussão na qual não quero entrar no mérito, é um fato, ponto.

Os negros, os gordinhos, os magrinhos, os que usam óculos, os baixos, os altos e se formos até um pouco mais fundo, as mulheres, acabam sendo vítimas de ataques diários por serem considerados inferiores, o que se agrava no caso dos homossexuais, que além de possuírem uma orientação sexual que "viola" os mandamentos bíblicos em uma sociedade cristã e tipicamente machista, se incluem em outras categorias já citadas, formando assim um perfeito alvo para os preconceituosos e conservadores.

Um negro, de baixa estatura e homossexual, sofrerá mais preconceito que um heterossexual da mesma etnia e altura. Uma pessoa acima do peso, sofrerá muito menos ataques caso aja de acordo com os mandamentos e não esteja "pecando contra as leis da natureza",  poderia citar aqui inúmeras outras possibilidades que surgiriam partindo desse conceito inicial. Não estou dizendo que não sofram, sofrem sim, mas em âmbitos e proporções bem diferentes.

Agora, alguém aí tem notícias de grandes manifestações de preconceito contra os heterossexuais pelo simples fato gostarem de pessoas do sexo oposto? Eu nunca vi nenhum homem ser espancado ou morto porque gosta de mulheres, nem mulher alguma ter sido atacada na rua por gostar de homens. Os direitos civis desde sempre, são mais facilmente acessados por aqueles que seguem as condutas pré-estabelecidas pela sociedade como corretas, basta olhar ao redor.

Criar um dia do orgulho hetero, soou ridículo, preconceituoso e serviu para tornar a imagem machista da nossa sociedade mais latente, uma vez que não existe necessidade alguma de declarar orgulho de algo que é considerado correto e não prejudica ninguém. 

Teoricamente, é claro.

Acredito que todos os excluídos de alguma forma, é que possuem o direito de expressar o seu orgulho e de baterem de frente com todo o resto que os aponta como errados, afinal, lutam diariamente contra uma maioria massacrante que os faz serem tratados como aberrações da natureza, e que por isso, acreditam que os mesmos não possuam direitos constitucionais e humanos já garantidos àqueles que "seguem a cartilha".

Projetos muito mais interessantes que pudessem garantir direitos enquanto cidadãos para todos, poderiam  ter sido votados, mas não, aprovar uma lei que favorecerá indivíduos que já se beneficiam de forma muito mais fácil num âmbito geral, é considerado mais importante que a educação, a saúde, as tributações fiscais e uma série de questões que não estão funcionando corretamente como um todo. 

Questões essas, que  lesam a população que paga impostos num geral, incluindo os homossexuais, que nesse caso, “não fazem mais que a obrigação” para os demais.

Achei esse vídeo enquanto lia notícias e me supreendi com o fato de que eu teria dito exatamente as mesmas coisas, quase tudo do que penso, está aí e dá uma visão a mais! Ainda na faculdade, eu fiz um trabalho sobre preconceito, e usei exatamente a mesma colocação dele sobre as camisetas e afins, foi um forfé! Para quem interessar, é só assistir!


Ah! Eu não tenho a intenção de repetir os textos e assuntos na coluna e no blog, mas, às vezes, vou abrir algumas exceções, é isso! :)

05/08/2011

O 'BláBláBlá' se espalhou!

Eu já tive uma série de blogs, escrevia por algum tempo, divulgava só para os amigos e cansava!

Esse aqui mesmo, foi criado em 2007, comecei a atualizar em 2009, mas só no ano passado tomei o gosto por fazer postagens regulares. Não teria como fugir, eu escolhi isso para mim desde sempre, amo escrever e o faço desde criança, sempre tive gosto pela coisa e acredito que é o que me motiva a continuar.

Desde os concursos de redação que ganhei quando mais nova, sempre ouvi elogios. Na faculdade, tomei algumas broncas por escrever de forma literária demais e usar muitos "narizes de cera", muito usuais no jornalismo de moda, e então, na marra, aprendi a escrever de acordo com o lead e as técnicas jornalísticas, mas, nunca deixei de fazê-lo da forma que eu gosto, que é de certa forma, "conversando" com quem lê.

E não me arrependo disso, vejo muitos blogs legais por aí, de conteúdo diversificado que me agradam, e  já vi uma série deles, ficarem conhecidos e até famosos, mas sinceramente, nunca pensei que o hábito que considero saudável de escrever fora da rotina profissional, pudesse me render algum fruto.

Eis que me deparo com as curiosas estatísticas de acesso, que levando em conta o fato de eu não ser conhecida, famosa ou popular, são até que expressivas e me deixam muito curiosa! E graças às palavras que escrevo aleatoriamente aqui sobre o que penso e para marcar os mais de 6.000 acessos, apresento a quem aqui lê, a minha coluna no portal do Jornal RMC, estreada nessa semana e que posso dizer com muito orgulho, que é fruto de todos os caracteres por mim digitados aqui nas horas vagas!

Ainda não defini a frequencia dos textos e nem os assuntos que pretendo abordar, como já disse antes, eu simplesmente gosto de escrever meus pensamentos! Então, quem quiser acompanhar, será muito bem vindo! A estreia veio com um texto já postado aqui, mas, que caiu no gosto do editor, então, só me resta a dizer para pessoas que nem imagino quem sejam e nem porque aqui acessam, e claro, aos meus amigos, um MUITO OBRIGADA! :)

Para conhecer o portal, que é bem legal e também possui uma versão impressa com notícias de Campinas e região, basta clicar na imagem: